Quarto, julho de 2021, 22:25h
Ele estava sentado
naquela cadeira ao lado da escrivaninha, com sua caneca de "Melhor
namorado do mundo" e sua garrafa térmica. Camisa cinza, bermuda preta e
descalço, não a encarava sem os óculos pretos.
Ana pegou seu tablet e
mostrou uma foto que tirou dormindo ao lado dele no dia seguinte, pra mostrar
que estava bem para as amigas. Ele a olhou e riu daquilo, ora enfurecido, ora
envergonhado.
- Eu devia estar com
muito sono pra não ter acordado com o flash. Respondeu ele surpreso.
- Eu pensei em excluir
a foto logo depois, mas ficou romântica, sabe. Você cuidou de mim naquele
estado drog, do seu jeito. Fez café, emprestou roupas e eu retribuí com muitos
beijos. Confessou.
- É, fiquei me sentindo
culpado por um tempo, achando que aproveitei os beijos de alguém que estava
drog. Aliás, por que tu tava daquele jeito? Sempre me perguntei isso.
- Remédio com bebida.
Problemas gástricos, mas o café e o banho gelado fizeram voltar ao estado
normal. O beijo foi meio premeditado. E eu sei que deu umas olhadas no meu
corpo.
Ele fez cara de mea
culpa e sorriu. Aquele sorriso tímidoa matava, fazia esquecer um pouquinho do
porquê estava bolada com ele.
- Aí começamos a nos
encontrar e ficar juntos. Disse ele com sua memória fotográfica.
- A gente ficava na
praça de Realengo a tarde inteira, lanchava juntos e cada um ia pra sua
faculdade. Eu pro Centro do Rio e você ali do lado. Até o dia que decidimos dar
um passo adiante, você tomou até um café com rum e prometemos segredo da nossa
relação.
- E chegamos até aqui
...
- Pois é, apesar dos
pesares ...
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